quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jornal "Hoje em Dia" está à venda

Deu na coluna "Radar", de Lauro Jardim, da revista "Veja":

O Grupo Record optou por concentrar seus investimentos em TV, rádio e internet e, por isso, decidiu colocar à venda seus dois jornais impressos, o “Correio do Povo” e o “Hoje em Dia”.

O “Correio do Povo”, sediado no Rio Grande do Sul, é um dos jornais mais antigos do Brasil. Foi fundado em 1895 por Caldas Júnior e teve importante papel na história da comunicação gaúcha, afinal em sua criação servia como uma alternativa isenta para os grupos políticos pica-paus e maragatos, na conhecida Revolução Federalista. Em 2007 o “Correio do Povo” foi vendido para o Grupo Record, liderado pelo bispo Edir Macedo. A publicação fazia parte da Rede Guaíba, formada também por uma emissora de TV – o canal 2, ainda usado pela Record – e pela Rádio Guaíba. Esse é o segundo jornal que mais circula no Rio Grande do Sul.

Já o “Hoje em Dia” tem sua sede localizada em Minas Gerais. O jornal sofre com a pesada concorrência, formada pelo consolidado “O Estado de Minas” e os tabloides “Super” e “Aqui”. Os dois últimos são comercializados a preços populares e cativaram o leitor mineiro.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Adiamento do jubileu de Congonhas quebra tradição de 250 anos

Entrou no ar no Portal O TEMPO Online minha primeira reportagem assinada em um órgão da grande imprensa.
A matéria foi resultado de muitas apurações e de uma tarde de caminhadas no entorno do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Valeu a pena.
Para ler o texto na íntegra e ver o vídeo com depoimentos de moradores e romeiros, clique aqui.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Joana, uma brasileira

A auxiliar de serviços gerais Joana D’Arc de Souza Santos, de 43 anos, levou um susto quando a filha mais nova, de 18 anos, apareceu grávida no ano passado. No entanto, Aline Cristina de Souza Santos teve o apoio dos pais para levar a gravidez adiante. E, mais do que isso, eles se dispuseram a sustentar a criança que chegaria ao mundo em poucos meses.

Joana nasceu e mora até hoje em Conselheiro Lafaiete (MG). Ela trabalha há seis anos em um colégio particular da cidade, fazendo limpeza e ajudando a tomar conta das crianças do ensino fundamental. Antes disso, foi babá durante um ano e trabalhou em uma escola estadual durante dois. A vida profissional da auxiliar começou nove anos atrás. Antes disso, sua dedicação era exclusiva ao lar.

Em 2008, Joana resolveu voltar à escola, pois só estudou até a quarta série. Mas o retorno à sala de aula foi interrompido pela gestação da filha. Na época em que Aline engravidou, seu pai, o pedreiro refratário Eli Rodrigues dos Santos, estava trabalhando fora da cidade. Há cerca de um ano e meio, ele é contratado para “paradas” de empresas siderúrgicas e metalúrgicas, reformando e construindo altos-fornos. Já passou por uma firma do Rio Grande do Sul e outra de Goiás, depois foi para Ipatinga (MG) e hoje está em Barra Mansa (RJ).

Apesar da saudade, a distância da família foi benéfica: Eli conseguiu aumentar consideravelmente sua renda, nessas empreitadas país afora. O salário fixo dá mais estabilidade do que os pagamentos pelos “bicos” que ele fazia antes. “Acho que hoje o meu marido deve ganhar mais ou menos uns R$ 1.600. Não sei o valor exato, porque nem me preocupo com isso. Essa história de ficar olhando contracheque... Para mim, ele colocando as coisas dentro de casa, é o que importa”, diz Joana.

A renda de Eli, somada ao salário mínimo de Joana – “que, com os descontos, cai para R$ 400” –, mantém a casa. Depois que o bebê de Aline nasceu, Joana – que já tinha largado o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) – passou a cuidar do neto. A filha – que não se casou com o namorado, da mesma idade – faz o curso de mecânica em uma escola técnica municipal. A outra filha, Karina Patrícia de Souza, de 23 anos, estuda em uma universidade particular na cidade e trabalha em um projeto assistencial da instituição, o que lhe dá direito a um desconto na mensalidade do curso de Normal Superior.

Joana não se queixa da vida. “Sempre criei as minhas filhas dentro do que eu podia dar. Nunca mudava muito meus hábitos quando o salário aumentava. Hoje a gente vive bem. Não falta nada dentro de casa, graças a Deus”, comenta. Em outras épocas, não foi assim. Pouco antes de Aline nascer, o marido de Joana perdeu o emprego. Foi um sufoco. “No final do governo do Fernando Henrique [Cardoso], ele ficou desempregado de novo. Depois que o Lula entrou, o emprego melhorou para todo mundo”, observa a auxiliar de serviços gerais, acrescentando que a família conseguiu superar esses momentos difíceis com o salário dela e com a ajuda dos parentes.

Os laços familiares sempre tiveram muita importância na história de Joana. A lafaietense perdeu os pais muito cedo, levados pelo vício da bebida. Casou-se e foi morar com a sogra, que virou uma segunda mãe para ela. Algum tempo depois, se mudou para sua casa própria, onde está até hoje. A filha mais velha dela, na verdade, é uma sobrinha. A menina foi adotada quando ainda estava com sete meses, pois perdeu a mãe. O pai, irmão de Joana, também é alcoólatra e hoje vive em cima de uma cama, sob os cuidados de uma outra irmã.

Sonhos com luxo e riqueza passam longe da cabeça de Joana. O que ela quer mesmo é ver as filhas bem encaminhadas e a família com saúde, além de ter um dinheiro para passear e viajar. No ano passado, ela realizou alguns de seus sonhos. O período de um mês e dez dias que o marido passou no Rio Grande do Sul foi suficiente para ele conseguir comprar o piso da cozinha da casa e dar à mulher o armário de cozinha que ela desejou por mais de 25 anos. Eli também presenteou as filhas com um computador.

“Acho que só a saúde ainda está muito ruim no país. A gente sofre muito nas filas e os postos estão sem médico. Apesar disso, a minha filha foi muito bem tratada no parto dela”, opina Joana, que paga um plano médico básico, para ajudar nas horas de emergência. Essa brasileira, que já conseguiu guardar dinheiro na poupança, mas hoje não possui mais essa reserva, só lamenta hoje a distância do marido. Os encontros ocorrem apenas uma vez por mês. “Mas sei que é melhor ele estar longe, mas trabalhando, do que estar aqui desempregado”, conclui.

  • Reportagem produzida para a disciplina Jornalismo Econômico, 5º período de Jornalismo - PUC Minas.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O que aconteceu, Heraldo?



Calma, Fátima Bernardes já passou por constrangimento semelhante (é hilário):

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Silvio Santos na Globo

Silvio Santos foi citado na Globo, graças à entrevista que Marcelo Adnet deu ao "Programa do Jô" de sexta-feira, dia 24. O humorista imitou o apresentador cantando "Sweet Child O'Mine" (o que, para quem acompanha o "15 Minutos", da MTV, não foi nenhuma novidade).

Mas vale a pena ver a entrevista. No começo o papo está bem morno, mas depois fica divertido. É a Globo se rendendo ao talento de Adnet. Inclusive, circulam boatos de que a emissora chegou a sondar o humorista para trabalhar lá, mas ele teria recusado - lembrando-se das experiências mal-sucedidas de quem saiu da MTV com a esperança de brilhar na Globo e só encontrou a geladeira (casos de Cazé, Chris Couto e, mais recentemente, Sarah Oliveira, que anda bem apagadinha).

Para ver a entrevista de Adnet a Jô, clique aqui e aqui.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cômico, se não fosse trágico

Só no Brasil mesmo...
Depois que a "infração" já foi cometida, de que adianta a Justiça agir?
E viva a morosidade do judiciário brasileiro!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Estar recorrendo, estar retornando...

Se houvesse também uma punição para uso do gerundismo, com certeza o prefeito deveria ser enquadrado...

Fora isso, tenho dó dos pouco mais de 13 mil habitantes de Conceição do Rio Verde.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eternal Moonwalk

A morte de Michael Jackson já gerou tantas bizarrices e invenções, mas sempre há algo para surpreender. Agora vêm alguns fãs dizer que viram o fantasma do ídolo no vídeo da CNN e aqueles que juram que Michael não morreu (já não ouvimos história parecida antes?). Mas, entre as homenagens ao Rei do Pop, uma das mais legais do mundo virtual, com certeza, é esta. Sensacional, não?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Contra números...

Está no Twitter do jornal: segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC), O TEMPO é o jornal que mais cresce no Brasil, tendo aumentado sua circulação em 40% desde dezembro do ano passado.
E em maio o Super Notícia foi o jornal mais vendido do país. Desde 2006, é o mais vendido no estado. E pensar que, antes do Super, Minas sequer aparecia no ranking de dez jornais de maior circulação no Brasil.
Leia mais aqui.
Contra números, não há argumentos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

"Não quer sair..."

Há meses construo um "texto mental" sobre o grupo Queluz de Minas - fenômeno da música lafaietense (e por que não mineira) da década de 80. Desde que comecei a ouvir as canções (e o faço quase que diariamente), quero escrever esse texto. A vontade aumentou depois de rever o documentário "Existindo", que conta a história da banda. Faltou-me, porém, o tempo para pôr na tela o que ocupa a cabeça.

Drummond diria:

"Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira."

Prometo para breve os escritos sobre o Queluz, mas antes quero rever (mais uma vez) o documentário e pinçar de lá algumas frases dos antigos integrantes. Por ora, continuo ouvindo minha dose diária do grupo e deixando a poesia das letras & acordes inundar minha vida inteira...

Sem vez

Depois falam que nós, mineiros, reclamamos demais ao dizer que a imprensa - e a mídia em geral - do eixo Rio-São Paulo sempre subestima o nosso estado. Mas vejamos: em sua reportagem de capa, a "Veja" do dia 24.6.09 montou um quadro com "brasileiros comuns" opinando sobre a corrupção e a impunidade no país.
Foram ouvidos 100 cidadãos em dez estados. Nas páginas da revista, porém, em meio a dezenas de paulistas e fluminenses, consegui contar apenas um mineiro - o médico Mauro Teixeira, 42.
Fora isso, muito boa a reportagem da "Veja". Vale a pena ler - e se indignar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Recebi meu diploma. E agora?

Não, eu não recebi nenhum diploma. Esse é apenas o título de uma reportagem que produzimos para "O Outro", site experimental dos alunos de comunicação da PUC Minas.

Só não me perguntem por que resolveram publicar a nossa matéria na editoria de política...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pequeno engano

Hoje conversei com uma pessoa que usava o adjetivo "fantasiado" para caracterizar algo que ela considera fantástico. Aí saíram frases como estas:

- Nossa, eu fiquei fantasiada. (Querendo dizer: eu achei fantástico.)

- Aí nós vimos aquilo tudo e ficamos fantasiados. (Entenda-se: nós achamos aquilo fantástico.)

Tive que segurar o riso. Mas ainda quero acreditar que a pessoa cometeu esse pequeno deslize linguístico (ai, que saudade do trema) por causa do nervosismo que a situação em que estávamos poderia, porventura, causar-lhe.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A diferença que um fotojornalista faz

Discordo de quem afirma que, no jornalismo impresso ou digital, a imagem "ilustra" o texto. Muito pelo contrário. A foto ou ilustração deve informar tanto quanto ou mais que as palavras. Eis aqui um bom exemplo de imagem que fala por si e é capaz de, autonomamente, informar.


O crédito da foto é do jornalista Carlos Pacelli, do jornal eletrônico "Estadoatual", de Conselheiro Lafaiete.
Para ler a reportagem completa, clique aqui.

Dublê de ex-futura celebridade

O cúmulo da falta do que falar... Pérola da página inicial do "G1".

Coincidência?

Agora há pouco, na edição de hoje (8.5.09) do "Jornal da Globo", reportagem sobre o trabalho de Deborah Colker no Cirque du Soleil. Coincidência ou não, o intervalo comercial que antecedeu a exibição da matéria trouxe um anúncio do espetáculo "Quidam", que o circo traz para o Brasil no fim deste mês, com patrocínio do Bradesco. Isso é o que eu chamo de publicidade "completa"!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Notícias são sempre boas - Darlan Santos


“No news, good news”. O ditado inglês – algo como “o não haver notícias é boa notícia” – reflete o pensamento daqueles que se sentem incomodados pela atuação ampla e irrestrita da imprensa. Afinal, a falta de informações é mesmo sinal de tranquilidade? Provavelmente, não...

Em “tempos de chumbo”, quando o Brasil estava em pleno regime militar, em várias ocasiões publicavam-se até receitas de bolo na capa dos jornais. Enquanto isso, nos bastidores, a censura e o cerceamento da liberdade causavam estragos e deixavam feridas difíceis de cicatrizar. O Jornalismo era, verdadeiramente, uma profissão de risco. Muitos pagaram com a própria vida, ao ousarem realizar seu trabalho, mantendo a população informada. Para diversos governantes, quanto menos a imprensa “se metesse” em questões sociais, melhor. O mais grave é que, ainda hoje, muitos políticos pensam dessa forma.


Ao exercerem seu ofício, jornalistas acabam contrariando interesses, e não apenas dos mandatários do país. Até mesmo parte da opinião pública recrimina a imprensa, pelo excesso de notícias envolvendo corrupção, crimes, violência e problemas urbanos. Como se, ao trazer à tona essas questões, o repórter tivesse responsabilidade por elas.


Mas, e quando não havia comunicação de massa, ou, nos dias de hoje, quando há locais ou situações em que a informação não pode ser propagada? Será que, nesses casos, doenças milagrosamente são erradicadas; bandidos se regeneram; corruptos transformam-se em pessoas honestas? Evidentemente, não...


A falta de informações negativas não é garantia de uma sociedade melhor – embora muita gente prefira adotar a atitude dos “três macacos” (Kikazaru, o que tapa os ouvidos; Mizaru, o que cobre os olhos, e Iwazaru, o que tapa a boca), pela comodidade que essa conduta pode trazer. A imprensa incomoda – é fato. Mas o incômodo não é de todo mau. É a partir dele que saímos da inércia. A sociedade se mobiliza, às vezes tomada pelo sentimento de indignação, e o “efeito dominó” recai sobre autoridades, empresários e “donos do poder”. Ainda que persista a sensação de impunidade, desamparo e insegurança, principalmente entre os mais pobres, poderia ser pior, sem a presença do jornalismo, que funciona como um farol a iluminar questões obscuras.


Sendo assim, melhor seria mudar um pouco a célebre frase para “No news, bad news”. Afinal, a humanidade só evolui tomando como base o seu passado, com todos os seus erros e acertos. Preferir a ignorância à informação, com certeza, não resolverá problema algum.


Darlan Santos

Jornalista e doutorando em Literatura Comparada pela UFMG
Contato: fenixdr@gmail.com

  • Artigo publicado originalmente no jornal Correio da Cidade, de Conselheiro Lafaiete (MG) - Edição de 18.4.09 a 24.4.09
  • Reproduzido no jornal O Tempo, de Belo Horizonte (MG) - Edição de 12.5.09

terça-feira, 21 de abril de 2009

Globo ainda não "apagou" Fabiana Scaranzi

Em matéria sobre os 35 anos do "Jornal Hoje", comemorados em 21 de abril, a Globo inclui um vídeo de um chat com a equipe do telejornal, em que aparece Fabiana Scaranzi. A jornalista deixou a emissora em maio do ano passado e desde junho é uma das apresentadoras do "Domingo Espetacular", o "Fantástico" da Record.

A propósito: durou pouco mais de três anos e oito meses a carreira de Ana Paula Padrão no SBT. Vai ao ar no próximo dia 27 a última edição do "SBT Realidade", apresentado pela jornalista na emissora de Silvio Santos. O canal queria que ela voltasse a fazer telejornal diário, mas ela recusou a proposta.

Ana Paula pensa em se dedicar apenas à sua agência de conteúdo, a Touareg. Ela estreou no SBT em agosto de 2005, à frente do "SBT Brasil". Depois de sucessivas trocas de horário, saiu do telejornal em dezembro de 2006 e logo em seguida foi substituída por Carlos Nascimento.

Agora é oficial


Agora há pouco, na cerimônia do Dia de Tiradentes, em Ouro Preto, o cerimonial do governo de Minas oficializou a candidatura de Aécio Neves em 2010, ao revelar que esta será a última vez em que ele lidera o protocolo do evento. Isso quer dizer que, se não conseguir ser candidato a presidente, Aécio vai tentar, pelo menos, uma vaga no Senado.